*Sócrates Santana
Por um lado, o deputado federal Jair Bolsonaro é uma armadilha. Por outro, uma verdade desconcertante. Em ambos os casos, a expressão de uma vontade desgovernada. Ele é o reflexo de um tempo sem ordem, ideologia ou memória. A história narrou mais de uma vez o surgimento de personagens sem qualquer propósito. Ele não é diferente.
A armadilha é a própria verdade desconcertante. Se, como dizem, Jair Bolsonaro é a negação da politicagem, a sua trajetória mostra o contrário. É parlamentar há 26 anos, sendo eleito e reeleito deputado federal por seis (6) mandatos consecutivos. Também ajudou a eleger esposa e três filhos para mandatos legislativos, bem como, empregar diversos parentes em cargos públicos, incluindo ex-esposa e irmão, funcionário fantasma exonerado após denúncia. Há, portanto, um evidente jogo de cena.
A verdade desconcertante é a armadilha, porque, a biografia de Jair Bolsonaro também mostra o quanto as suas opiniões são voláteis e dançam conforme quem toca a música. Eleito pelo PP, ingressou no PSC e sairá candidato a presidência pelo PEN. Criticou duramente a privatização da Vale e da Telebras, em 2000, mas, votou, recentemente, de forma favorável pela abertura do pré-sal. Por fim, preferiu ocultar o seu voto e se absteve na votação pela PEC da Terceirização (PL 4330/04).
Em cima do muro, Bolsonaro ganhou um desafeto. Após ter sido indiciado por recebimento de R$ 100 mil em propinas e conduzido de forma coercitiva pela Polícia Federal, o líder religioso Silas Malafaia convocou os seus seguidores para o defenderem, entre eles, Jair Bolsonaro. Sem resposta, Malafaia passou a atacar o deputado nas redes sociais.
Em meio a desordem, Bolsonaro surge como o cavaleiro do apocalipse. É o avesso da ordem, a antítese do progresso e a revelação extrema e dúbia do caráter democrático. Contraditoriamente, o candidato de partido nenhum é o candidato de todos eles. Ele é a continuidade da política sem razão, paixão ou ética.
*Sócrates Santana é jornalista e cientista político.
Por um lado, o deputado federal Jair Bolsonaro é uma armadilha. Por outro, uma verdade desconcertante. Em ambos os casos, a expressão de uma vontade desgovernada. Ele é o reflexo de um tempo sem ordem, ideologia ou memória. A história narrou mais de uma vez o surgimento de personagens sem qualquer propósito. Ele não é diferente.
A armadilha é a própria verdade desconcertante. Se, como dizem, Jair Bolsonaro é a negação da politicagem, a sua trajetória mostra o contrário. É parlamentar há 26 anos, sendo eleito e reeleito deputado federal por seis (6) mandatos consecutivos. Também ajudou a eleger esposa e três filhos para mandatos legislativos, bem como, empregar diversos parentes em cargos públicos, incluindo ex-esposa e irmão, funcionário fantasma exonerado após denúncia. Há, portanto, um evidente jogo de cena.
A verdade desconcertante é a armadilha, porque, a biografia de Jair Bolsonaro também mostra o quanto as suas opiniões são voláteis e dançam conforme quem toca a música. Eleito pelo PP, ingressou no PSC e sairá candidato a presidência pelo PEN. Criticou duramente a privatização da Vale e da Telebras, em 2000, mas, votou, recentemente, de forma favorável pela abertura do pré-sal. Por fim, preferiu ocultar o seu voto e se absteve na votação pela PEC da Terceirização (PL 4330/04).
Em cima do muro, Bolsonaro ganhou um desafeto. Após ter sido indiciado por recebimento de R$ 100 mil em propinas e conduzido de forma coercitiva pela Polícia Federal, o líder religioso Silas Malafaia convocou os seus seguidores para o defenderem, entre eles, Jair Bolsonaro. Sem resposta, Malafaia passou a atacar o deputado nas redes sociais.
Em meio a desordem, Bolsonaro surge como o cavaleiro do apocalipse. É o avesso da ordem, a antítese do progresso e a revelação extrema e dúbia do caráter democrático. Contraditoriamente, o candidato de partido nenhum é o candidato de todos eles. Ele é a continuidade da política sem razão, paixão ou ética.
*Sócrates Santana é jornalista e cientista político.